Álbum da semana: Mamonas Assassinas

Dá para acreditar? Já se passaram 20 anos desde que os Mamonas Assassinas tragicamente deixaram esse mundo. Caramba! Não sei qual é a relação dos leitores mais jovens do Yellow com a banda, mas acredito que a maioria dos que viveram a infância pros idos de 1995 conhecem bem o impacto que esses caras tiveram em nossas vidas, nas TVs do país – recorde de audiência toda semana, né Gugu – e os benefícios que trouxeram espalhando sua alegria por todos os cantos.

Em função do post sobre o Oscar, o álbum da semana não saiu na segunda. E isso acabou permitindo usar o espaço, hoje, para essa homenagem.

mamonas
Ouça: YoutubeSpotify

MOTIVO DA ESCOLHA – Esse é o único álbum de estúdio lançado por Dinho, Samuel, Sérgio, Hinoto e Júlio. E mesmo que nos faltem opções, a indicação é mais do que válida. Eu jamais esquecerei e deixei de agradecer a esses caras por toda diversão que eles me proporcionaram.

Mamonas Assassinas era um dos álbuns obrigatórios nas longas viagens de carro que eu fazia com minha família, rumo à praia. Geralmente, era ouvido mais de uma vez e apreciado por todos, crianças e adultos. Foi assim por anos e anos.

Quando em casa, eu brincava sozinha de ser a banda inteira. De cantar, dançar, pular e fazer os outros felizes. É impossível não ter carinho eterno por quem me fez querer fazer o bem aos outros.

POR QUE OUVIR? Há quem pense que Mamonas não é música de qualidade. Talvez pelo fator humor, fortemente presente, e que faz parecer que tudo ali não passava de uma brincadeira. Talvez, realmente fosse brincadeira, mas era feita com qualidade.

Em meio àquela bagunça toda, os caras traziam diferentes influências da cena musical brasileira e internacional. Referências que, cedo ou tarde, pudemos identificar. Mesmo que você não goste de pagode, vai gostar de só de pensar que nós dois éramos dois, eu feijão você arroz (Lá Vem o Alemão). Se não gosta de metal, vai gostar de walking in the dark, now there’s just some cookies (Débil Mental)…

Enfim, para celebrar a memória desses que sempre serão lembrados com carinho por quem teve a oportunidade de dividir um tempo de vida com eles. Cara, como eu sinto a falta de vocês!!

Informações:

LANÇAMENTO: 23 de junho de 1995

FAIXAS:

1. 1406
2. Vira-Vira
3. Pelados em Santos
4. Chopis Centis
5. Jumento Celestino
6. Sabão Crá Crá
7. Uma Arlinda Mulher
8. Cabeça de Bagre II
9. Mundo Animal
10. Robocop Gay
11. Bois Don’t Cry
12. Débil Metal
13. Sábado de Sol
14. Lá Vem o Alemão

Para ouvir, selecione sua opção preferida dentre as linkadas na imagem da capa do álbum

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42 comentários sobre “Álbum da semana: Mamonas Assassinas

  1. Eu era bastante pequenina quando eles morreram! Lembro-me, mas beeeem vagamente, mas pelo que lembro eu curtia muito, como todo mundo na época hahhahaha
    Apesar disso, me recordei aqui agora, das várias e várias homenagens que já foram feitas a eles no programa do Gugu. E aí, tive a oportunidade de conhecê-los melhor rsrs
    Na verdade não sei se cheguei a conhecê-los antes ou depois de suas mortes, as lembranças se confundem rs
    Só sei que eram irreverentes e talentosos!!! Uma pena terem deixado tão cedo a vida e o sucesso que por óbvio teriam!

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  2. Republicou isso em @xykosantoe comentado:
    há muito tempo atrás,numa galáxia muito distante…era um domingo,cedo,pela manhã,a vizinha mais fofoqueira bate à porta,ave agourenta: “Mamonas Assassinas morreu (sic)!!!” claro que não acreditei naquela maluca,mas a verdade dura era que meus ídolos do escracho faleceram naquela tragédia…

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    1. Let’s see if you’ll like it. Maybe, it would be interesting to search for some vidaeos of TV presentations. They were all about fun. The songs have funny (and silly) lyrics that used to go pretty well with their colorful clothes and them being jumping up and down on stage…

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      1. They are fun, but I don’t have the patience to watch stuff like that show. There were lots of show in Spain kind of like that. I looked up several of there videos, and I like their craziness and their more traditional, folkish sound for a lack of a better terms.

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  3. Lari do céu!
    Que lindo ver esse álbum aqui!
    Tenho uma história engraçada com os Mamonas: eram tão pequena e já tão fã, que fiz minha tia tentar me levar em um show deles que ia ter aqui em SP, mas a classificação era 12 e eu tinha 6…
    Fomos até lá, e o juizado de menores (obviamente) barrou nossa entrada, alegando que eu seria pisoteada.
    Fiquei MUITO triste.. E mais ainda quando eles faleceram.
    Grande perda de diversão e músicas gostosas!

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    1. “alegando que eu seria pisoteada”
      Ri horrores disso! haah, triste realidade.
      Eu não consegui ir a nenhum show também, obviamente. O que eu acho engraçado é que eu passei muitos anos sem nem imaginar que eles faziam shows! Minha relação com eles foi sempre tão CD e TV e eu nem pensava neles como uma banda que tivesse uma rotina como as outras. Oo
      Obrigada por compartilhar sua lembrança engraçada :D

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  4. realmente histórico esse disco e, como você mencionou, o humor pode fazer com que se desmereça bandas muito boas. até certo ponto isso aconteceu com o Pato Fu também.

    uma lembrança marcante que eu tenho desse álbum é que foi talvez o único que eu vi que teve todas (ou quase todas) as músicas tocando no rádio (até “Sabão Crá-Crá” tocava!)

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    1. Confesso a você que não lembro da relação das rádios com a música dos Mamonas. Aos seis anos, eu controlava, no máximo, os vinis e CDs. Não tinha muita ligação com a música no rádio, fora o que os meus pais ouviam. Ontem, porém, tive o prazer de ouvir uma música deles numa rádio daqui, enquanto estava no carro. Achei incrível! haha

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  5. Chega a ser estranho, mas minha mãe era fã dos caras. Cresci ouvindo as músicas e tooodos os depoimentos dela sobre eles e suas inúmeras palhaçadas kkkkk
    Eles foram incríveis! <3

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    1. Acredita que eu fiz de tudo pra não chorar? Devo ter pensando que, se chorasse, ia ser verdade. Enquanto estivesse “bem”, alguém poderia aparecer dizendo que era mentira. Em outras palavras, eu não queria aceitar. Era bem novinha também.

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        1. Sofri demais, Aline. Acho engraçado mesmo pensar nisso, devido a idade. Perdi uma pessoa da família na mesma época e não soube interpretar da mesma forma. Acho que a tristeza pela morte dos Mamonas foi justamente por serem uma presença tão constante e tão alegre. Nunca mais vi(mos) algo parecido.

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          1. Não teve nada parecido, realmente. Mas acabei de lembrar da Clarice Falcão, que apesar de ter uma arte diferente também faz música com humor. Se ainda não conhece (acho difícil mas ok), talvez valha a pena dar uma chance :)

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