Um pouco de Prince…

Eu não era/sou fã do Prince. Não por não reconhecer seu talento – quem toca 27 instrumentos?!! – ou sua importância para a música. Simplesmente, não ocorreu de nossos caminhos se cruzarem. Ou será que estou errada?

Provavelmente sim. Uma coisa que sempre digo aqui (já repeti tanto, que deve estar ficando chato) é a dica para que vocês busquem conhecer as influências dos artistas que ouvem.

Quando Bowie se foi – 2016 não está pra brincadeira -, não vi pessoas reclamando dos fãs que apareceram  na hora da morte. Acho que, por ser alguém tão grande, até quem desconhecia conseguiu entender a importância, o tamanho de sua influência no universo musical. Com Prince não tem sido diferente.

As publicações que li desde ontem (como esta da Dazed) deixam claro que a influência de Prince é inegavelmente imensa naqueles que vieram depois dele. Por mim mesma, eu não saberia dizer. Mas fui atrás dos artistas que acompanho para estabelecer ligações e fazer, de alguma forma, uma homenagem a mais esse gigante que nos deixou.

Por alto, já poderia citar Mick Jagger, Steven Tyler, Elton John, Pharell… Preferi trazer músicas que conheço e gosto e que, até então, não sabia que tinham sido escritas por Prince. É ai que mostro a vocês que nossos caminhos se cruzaram sim, mesmo que eu não tenha percebido antes!

– Whe You Were Mine

A canção foi escrita por Prince e aparece em seu álbum Dirty Mind, de 1980. Quem a tornou popular e a fez chegar a mim foi Cyndi Lauper, que colocou sua versão em seu álbum de estréia, She’s So Unusual (1983):

Ouça a versão original aqui.

 

– Love Song

Madonna. Não precisa saber muito para esperar que a rainha do pop tenha enorme ligação com PrinceEle participou da produção do álbum Like a Prayer (1989) e escreveu com ela um dos sucessos. É uma pena que eu não tenha encontrado um vídeo real (não estático).

– Stand Back

Essa música foi mesmo escrita por sua interprete, Stevie Nicks (que quase aparece no post “Bela, recatada… Não, pera!”, publicado esta semana). Ela, porém, afirmou que a música pertence ao Prince porque ele escreveu e gravou as partes do sintetizador que, certamente, são determinantes para o resultado alcançado. E gente, essa música é muito boa!

– Purple Rain

Essa é a música mais famosa do Prince. É de 1984 e aparece no álbum que leva o mesmo nome. Eu não tenho certeza de quando a ouvi pela primeira vez, de como ela chegou até a mim. A apresentação de Stacy Francis, no The X Factor, porém, foi marcante o suficiente para entrar para esse post.

Certamente, há muito mais do legado de Prince e, caso tenham interesse, aproveitem o feriado para descobrir onde os seus caminhos se cruzaram! Quando um artista se vai, ele continua vivo através de suas obras e, por gerações, teremos vozes – famosas e anônimas – cumprindo esse papel para honrar a memória de Prince Rogers Nelson. R.I.P.

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22 comentários sobre “Um pouco de Prince…

  1. 2016 definitivamente não é um ano positivo pra música. Mas uma coisa que me deixou mais triste que a morte em si do Prince é em ver a neurose que ele tem/tinha com relação aos seus direitos autorais. Depois de declarar guerra à gravadora Warner, ele simplesmente começou a retirar tudo o que tinha relação à sua produção. Se você encontrar um video clip original de Purple Rain no Youtube ou músicas dele no Spotify melhor salvar antes que tirem do ar. Prince era um músico muito excêntrico e perfeccionista. Fico só imaginando no que ele não publicou por não achar “que estava à altura de suas criações”. Podemos esperar por compilações póstumas ai pela frente viu!

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    1. Perfeccionista, workaholic… Certamente, deve ter muita coisa boa que nós, meros mortais, acharíamos incrível e ele não, hehe.
      Sobre essa questão dos direitos, eu li brevemente a respeito, mas não me inteirei completamente. Quem sabe agora essa discussão reaparece…

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    2. Prince era realmente um artista bem perfeccionista e excêntrico (o que, de certa forma, aumentou toda a aura em torno de si).

      A questão de não liberar músicas pra maioria dos serviços de streaming já é um pouco mais intricada, e tem a ver com o fato de esses serviços ainda não serem alternativas sustentáveis aos downloads. Prince, sendo já um artista consagrado, considerou melhor ter um controle maior sobre a forma com que as pessoas ouvem sua música. Caso haja interesse:

      http://www.digitalmusicnews.com/2016/04/21/why-prince-hated-spotify/

      abçrs

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      1. Sim claro, mas de um certo modo ele mesmo limitava o seu alcance de suas obras para novos públicos por não permitir essa distribuição. Mas como disse, excentricidade é/era a marca registrada dele, e como um artista que ele era n!ao poderia passar ileso.

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      2. Acho muito interessante o posicionamento dele, Henri, apesar de não ter entendimento suficiente para concordar ou não, fora da visão de consumidora dos servições de streaming e outros. Prince não foi o único a se posicionar contra o Spotify, mas não sei qual tem sido a vitória desses artistas. No momento, a declaração de Dave Grohl de que o importante é ter as pessoas nos shows (simplifiquei bastante) me é mais convidativa. É claro que a perspectiva dele, líder de uma das maiores bandas do planeta no momento, é diferente. Ressalto apenas por não saber o quão eficiente pode ser travar uma “guerra” contra os novos meios de consumo da música… Há que se refletir e aprender :)

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        1. É uma questão complicada realmente, e sinceramente não acho que haja uma resposta certa. Como fã de música, gosto muito dos serviços de streaming. Olhando o lado do artista, porém, a contrapartida financeira ainda está longe de ser a ideal.

          Mas isso também não é culpa do Spotify, que repassa 70% da sua receita pros detentores de direitos. A grande crítica que se faz ao Spotify é o fato dele ainda ter a opção freemium (ou seja, de graça com anúncios) eternamente.

          Artistas consagrados como Taylor Swift, Gwen Stefani, Kanye West (e agora Beyoncé) podem usar isso como uma forma de restringir o acesso à sua música (pelo menos por algumas semanas) e ganhar ainda mais ibope no processo. A maioria dos outros artistas não me parece em condições de fazer isso, principalmente os independentes.

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          1. Nessa história toda, o Tidal chegou para ser diferente. Lembro que fiz uma crítica bem rasa aqui, mais baseada em minha resistência em mudar do que qualquer coisa. A essa altura, esperava que o serviço já tivesse mais destaque. Não sei a quantas anda e nem se cumpre a premissa de ser mais interessante para os artistas (e não só para o seu criador). Preciso me atualizar quanto a isso…
            Tá, puxei um gancho né?! :p

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          2. Também não sei dizer o quanto o Tidal é melhor do que o Spotify em relação a quanto paga aos artistas (até porque esse cálculo às vezes é bem complicado). Realmente, taí uma comparação boa pra se fazer

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    1. Obrigada, Silvia.
      Prince é um universo novo para mim. Ouvi “When Doves Cry” aqui e achei legal. Mas ainda teria que ouvi-la no contexto do álbum completo. Espero o fazer em breve, apesar de não ser fácil achar Prince original disponível na web.
      Beijos!

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  2. Acho suuuuper interessante essa coisa de vc procurar saber sobre um artista e descobrir que ele sempre esteve em toda a parte, naquela música que vc sempre amou e nunca parou pra pensar quem fez, quem tocou, quem participou. Tb não conheço muito o trabalho dele, olha só que coisa interessante que a gente acaba perdendo.

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  3. Também não sou muito chegado em Prince. Mantenho uma antologia dele no computador, mas é raro que eu escute. Os primeiros discos dele, então, são bem datados, algumas músicas dá pra perceber em que mês foram gravadas só de ouvir as primeiras linhas. De qualquer forma, tenho muito respeito pelo artista. E é inegável que o número de crianças concebidas ao som das músicas dele está na casa das centenas, no mínimo. Essa matéria do Onion descreve o sentimento: http://www.theonion.com/article/nation-too-sad-fuck-even-though-its-what-prince-wo-52791?utm_content=Main&utm_campaign=SF&utm_source=Twitter&utm_medium=SocialMarketing
    Com certeza ele formou muito do que foi o pop da década de 80.

    https://deliriumscribens.wordpress.com/

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  4. 2016 definitivamente não está sendo um ano fácil pra música, né Lari?!
    Mesmo também não sendo fã de Prince, sua morte me trouxe a mesma sensação da morte de Bowie; vazio. P vácuo inevitável que sua presença vai deixar nas nossas referências, de criação, de geração, de primórdios dentro de algo que poucos faziam, sabe?!

    Adorei seu post, sua homenagem ao grande artista performático que era.
    Beijoca♥

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    1. Definitivamente, não. Uma matéria recente da BBC afirma que essa tendência – várias personalidades morrendo – vai continuar. Obviamente, pessoas sempre se vão, mas o primeiro trimestre de 2016 teve 5x mais mortes que o de 2012, por exemplo. Assustador! (Isso segundo as transmissões feitas pela própria BBC).

      E obrigada! Para mim, o vácuo deixado por Bowie é imensamente maior, mas isso é por ser fã. Sei que Prince teve relevância imensa e, por isso, não poderia deixar passar sem uma homenagem, por mais simples que tenha sido.

      Um beijo!

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