Musicas que fazem sucesso: o poder do som jovem

Talvez você ainda não saiba, mas parte da minha vida fora do universo musical do Yellow é o meu trabalho com produção de conteúdo e marketing. E é trazendo um pouco disso pra cá que faço este post sobre músicas que fazem sucesso hoje.

Dito isso, devo esclarecer que você não precisa se preocupar quanto à possibilidade deste post se direcionar ao mkt de forma que alguém que não seja da área não consiga entender. O blog ainda é de música e outras formas de arte e isso não vai se perder agora. Então continua lendo aí :)

ypung music
Photo by Hannah Busing on Unsplash

A juventude influencia o mercado

Graças à minha atuação profissional, eu estava lendo um livro importante* para quem é da área e me deparei com ideias que apresentam o poder das “influentes subculturas digitais”.

Os jovens são parte de um grupo que representa esses influentes, junto com as mulheres e os netizens ou cidadãos da internet. A juventude é representada por gerações que têm mais facilidade de se envolver e experimentar o novo e, por isso, ganham destaque.

Para deixar mais claro, jovens são o foco de muitas campanhas de marketing porque são o público mais propenso a conferir as novidades. E ainda que não sejam fáceis de agradar, uma vez que isso acontece, se tornam poderosos propagadores daquele produto ou serviço.

Isso significa que a juventude tem poder para influenciar o restante do mercado, para orientar o pensamento e direcionar a escolha dos mais experientes (não vamos chamar ninguém de velho aqui, ok?).

E antes que você me acuse de estar dando poder demais aos jovens e esquecendo da importância dos demais membros da sociedade, vamos ao que mais interessa neste blog musical.

O som jovem e as músicas que fazem mais sucesso

O livro mostra como o poder de influência dos jovens viabiliza a ascensão de fenômenos como Justin Bieber — que foi de artista tendência no YouTube (graças aos seus milhões de jovens seguidores) ao estrelato, quer você e eu gostemos da música dele ou não.

Da mesma forma, plataformas de streaming de música conversaram primeiro com os jovens e contaram com eles para se tornarem grandes.

Trecho de “Marketing 4.0 – do tradicional ao digital”

E tudo isso me fez pensar em mais uma possível razão pela qual alguns gêneros ou músicas fazem mais sucesso.

Outra obra que já apresentei no blog explica como criamos hits. Assunto que você pode conferir com mais detalhes no post O que “O poder do hábito” me ensinou sobre o surgimento de cada “Hey Ya!” (ou cada hit ou hino).

A ideia é que o costume em ouvir certos sons nos leva a sempre querer algo que soe familiar. É possível ocasionar rupturas e colocar um som diferente em destaque nas paradas de sucesso, mas isso demanda um esforço que vai na contramão daquilo o que parece e é mais fácil de fazer.

Por isso, muitas das músicas que fazem sucesso hoje têm uma pegada similar. O que, inclusive, faz muitos artistas arriscarem uma mudança de rumos que lhes dê mais visibilidade. Como fez James Bay que saiu do blues/folk a um som mais pop do primeiro para o segundo álbum.

Afinal, o que seria esse som jovem?

O som jovem é aquele que consegue se conectar com esse público a ponto de contar com a influência dele rumo ao sucesso. Ou seja, não é feito necessariamente por artistas mais novos em idade ou tempo no cenário musical.

E tudo isso também não tem a ver apenas com o som. Se é pop internacional ou nova mpb, se é ritmo acelerado de batidas fortes ou se e lento e leve.

Há uma experiência maior envolvida e inclui o perfil do artista, sua inserção no meio por meio de estratégias de presença e engajamento nas redes e mídias, além sua abordagem de temáticas de interesse do jovem.

Assim, inclui a forma escolhida para o lançamento de cada single, as inovações como músicas acompanhadas de clipes desde a sua primeira apresentação ao público. Ou até, anos atrás, o conteúdo transmídia  — complementares e em diferentes plataformas — do Gorillaz, como explica a Neon no post sobre a banda que faz da sua rotina uma estratégia de comunicação.

“Se as marcas querem influenciar as mentes dos clientes do mercado principal ou mainstream, convencer os jovens é um passo inicial importante”.

E isso mostra, portanto, que uma novidade musical não precisa se manter jovem sempre. Resgatando o próprio Bieber, ele cresceu e seu público também. Consequentemente, passou a apresentar músicas mais agradáveis para um público já um pouco mais experiente. Isso sem perder por completo  a fan base que o impulsionou à fama.

E o que tudo isso quer dizer

Se você não é fã de pop ou de sertanejo universitário e funk, gêneros das músicas que mais fazem sucesso atualmente no Brasil ou se já não é lá tão jovem, como eu, pode estar se sentindo excluído dessa história.

Vamos (tentar) mudar isso! Se você reparou bem, ainda no começo do post, mencionei que mulheres e cidadãos da internet também são parte do grupo de influência.

A mulherada tem esse poder porque, segundo o livro, têm mais paciência e interesse em pesquisar opções, o que tende a ser uma tarefa mais desgastante para os homens. Assim, “mulheres desempenham um papel relevante na seleção de quaisquer produtos e serviços” que lhes são oferecidos.

Recomendo que façam uma análise justa dessa informação, evitando estereótipos. Esse hábito das mulheres surge associado a questões do lar e da família, mas pode se expandir outras áreas e, claro, não é regra para ninguém.

Se você não é mulher e ainda não entendeu como pode participar da escolha das músicas que mais fazem sucesso, resta ser ou se tornar um nietzien.

Os cidadãos da internet são hábeis em se conectar pela internet, compartilhar informações e expressar suas opiniões. Por isso, também são bastante influentes e, em minha análise especial para o universo do Yellow, podem direcionar o destino dos sons que surgem na cena.

O livro que inspirou o post e a que tanto me referi ao longo dele é Marketing 4.0: do tradicional ao digitale as “aspas” mencionadas foram retiradas de lá. A associação das ideias apresentadas na obra à uma possível razão pela qual músicas fazem sucesso ficam por minha conta.

Gosto de encontrar ou tecer teorias embasadas que me permitam fazer análises do cenário musical. O que você achou dessa ideia? Deixe seu comentário!

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