Karen Jonz: skate, arte, música e inspiração

Eu não lembro quando foi que eu “conheci” a Karen Jonz, mas sei que foi enquanto assistia a algum campeonato de skate milagrosamente transmitido pela TV aberta (isso melhorou, gente?)

Também não sei dizer se, à época, a Karen já competia oficialmente. A questão é que, por anos, faltaram mulheres para que os campeonatos organizassem provas femininas, então ela simplesmente competia com os caras e fazia exibições (ou se apresentava, para ficar mais suave) — algo que, acredito, acontecia para tentar incentivar a presença de mais mulheres no skate. Funcionou.

By the way, é tetracampeã mundial e rainha da coisa toda, com um currículo que não caberia aqui sem tornar o post gigantesco!

Uns anos depois, vi a Karen Jonz num programa de TV (chamado Cultura pop & que eu não achei para trazer pra cá) contando um pouco sobre a sua trajetória e vida. Ela mostrou, dentre outras coisas, que desenha e faz ou fazia bonequinhos e os escondia pela casa (!!), que teve a oportunidade de desenhar roupas pensando nas mulheres do skate e que faz música.

[Vale saber, a Karen tem um livro de colorir publicado, é dona da marca Monstra Maçã e tem parcerias em coleções por aí]

Foi depois de ver tudo isso que eu me perguntei: por que parei de pintar? por que parei de criar coisas? por que parei de desenhar? por que continuo sem ter tentado aprender a tocar um instrumento? E, desde então, eu voltei a pintar, desenhar e até fiz algumas e discretas aulas de bateria. Obrigada, Karen!

lari karen

Eu poderia ter me perguntado, também, por que parei de andar de skate? Mas eu já sabia que era porque, na infância, eu não passei da fase do skate tubarão com aquele “freio” atrás (que eu e todos os amigOs da escola tínhamos) e que era uma negação. Vida que segue…

Música — Karen, Lucas e Kyber Kristals

kyber

Voltando à Karen Jonz, eis que em algum momento da vida dela, ela conheceu o Lucas, da Fresno. Hoje, o cara é marido dela, pai da Sky Jonz (o bebê mais fofo e bem vestido do Instragrão) e companheiro de banda? duo? Enfim, fazem juntos a Kyber Krystals.

Antes, ainda tiveram a Vaconaut & The Apple Monster (The Apple Monster, eu adorava esse nome!) e a Karen também já fez parte da banda Violeta Ping Pong.

A imagem do casal ilustra o primeiro single lançado há cerca de um ano: The Sound (This is who we are). A música conta com as vozes tanto do Lucas quanto da Karen. E, como o nome indica, serve para apresentá-los — ou melhor, apresentar seu projeto — para o público.

Desde então, a dupla lançou outras músicas, como Next Time e Neon, lançada em duas versões (uma delas acústica) que podem ser ouvidas e comparadas pelo Spotify.

Em 2017, um fã postou um vídeo com a ideia de mostrar a evolução vocal do Lucas ao longo dos anos. Mas, como o assunto aqui é a Karen Jonz, fica a dica de que vale a pena ouvir as músicas da Kyber Kristals porque a voz dela é linda e soma pontos para a sintonia sonora dos dois.

Recentemente, ela, Lucas e Sky lançaram a música Quem eu era antes de você, que também merece espaço aqui:

Inspiração — porque tudo isso chamou a minha atenção

A parte inicial do post já entrega parte da razão pela qual eu considero a Karen uma inspiração: a história dela me incentivou a correr atrás e recuperar algumas coisas que são importantes para mim, mas que havia abandonado ao longo do meu caminho.

Certamente, isso surgiu de afinidades ou de pontos de identificação que podem não funcionar para quem não desenha, não anda de skate, não queria cantar e compor, etc. Então, antes de sentar para escrever um post sobre o que tudo isso chamou a minha atenção, eu tentei expandir minha percepção e acho que funcionou.

Atualmente, por todo os lados, a gente recebe informações sobre jovens que fundaram uma startup ou que fizeram uma descoberta científica ou alcançaram um feito que parece inalcançável para a maioria dos mortais.

No fundo, sabemos que essas pessoas são minoria e que ninguém precisa se sentir mal pelo incrível sucesso alheio. Aliás, isso vai na direção contrária da ideia de inspiração que eu quis trazer pra cá.

Então, eu não listei alguns dos feitos da Karen para mostrar que ela tem um baita “currículo”, mas para compartilhar que: Karen Jonz desde quando começou a esconder bonequinhos pela casa e a transformar o universo do skate (ou talvez até antes disso), mostrou que é legal dar atenção àquilo o que gostamos, desejamos e sonhamos e que vale a pena manter a autenticidade e correr atrás de tudo isso.

Se ela fraquejou, errou ou erra nesse caminho? Com certeza! E se não fosse assim, também não serviria para inspirar ninguém.

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3 comentários sobre “Karen Jonz: skate, arte, música e inspiração

  1. Poxa, há tempos eu não lia um post seu, ou melhor, há tempos não entrava no wordpress. Como você escreve maravilhosamente bem, dá gosto ler tudinho até o final! Eu sigo a Karen há alguns anos também, sempre pensei como uma pessoa consegue ter talento pra tanta coisa. Ela é muito inspiradora.

    Curtido por 1 pessoa

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