For those about to rock: O Yellow, eu e a música

13 de julho é o Dia Mundial do Rock que, de mundial, não tem nada. Em outra ocasião, comemorei a data aqui no Yellow com um álbum da semana triplo. Dessa vez, em função de algumas recordações – valeu, Facebook! – resolvi contar um pouco da minha relação com o estilo.

Rock poser e rebelde’…

guitar
foto por Luiz Trix

Comecei a ouvir rock por escolha quando tinha uns 13 anos. Antes disso, ouvia algumas coisas com os primos mais velhos – geralmente Legião Urbana e alguns clássicos do rock internacional que eu só fui mesmo conhecer e valorizar anos depois.

Comecei por Nirvana Iron Maiden, mas demorei muito a expandir meu universo. Arrisco dizer que, nos primeiros anos da minha vida de roqueira poser e rebelde – dessas que só usava preto (isso mudou pouco desde então) e que dizia ~nunca~ escutar e ter aversão a qualquer outro gênero – eu me limitei ao nacional pré-adolescente.

Ouvia CPM22, Charlie Brown, Detonautas e Pitty. E acho que a próxima banda internacional a entrar na lista foi Linkin Park que toca por aqui até hoje, sobretudo pela nostalgia.

O blues, o punk e o clássico…

Eu não me lembro – e já disse isso aqui antes – quando foi que comecei a ouvir artistas como o Foo Fighters, que está na minha lista de favoritos. Acredito que foi quando eu comecei a explorar e tentar conhecer bandas semelhantes ou que tivessem alguma ligação com o Nirvana (minha favorita de sempre).

Nessa brincadeira, obviamente cheguei a Alice In ChainsSoundgardenPearl JamPuddle of MudMudhoney e até Guns n’ Roses. E, então, conheci a banda de Dave FUCKING Grohl também.

Foi assim que eu descobri o quão legal é procurar pelas influências dos caras que a gente ouve. E descobri Joan JettDavid BowiePixiesR.E.M, Sex Pistols, The Clash, Leadbelly, Muddy Walters. Um passeio que me prendeu até os dias de hoje ao blues e ao punk e que me fez querer conhecer cada vez mais o rock “classico”.

E foi assim que eu passei a ouvir bandas como AC/DCMetallica e descobri que Rolling Stones é melhor do que Beatles ;)

E o rock como razão para minha paixão pela música

Ao longo dos anos, conheci o rock em suas várias esferas. Desde aquilo que não gostamos de chamar de rock – porque é mesmo mais indie ou pop -, até àquilo que é, sem dúvida alguma, um sonzão da porr*.

Yellow e o PontoJão tiveram papel muito importante nessa jornada. E foi graças a ela que eu aprendi a valorizar muito mais a música e quem trabalha com ela e por ela.

Por mais que o marketing e os hits estejam presentes em qualquer gênero, foi o rock que me ensinou a analisar letras, tentar conhecer sua história, entender as origens dos artistas e suas influências, pensar em suas dificuldades e conquistas.

Foi assim que eu passei a valorizar artistas que fazem músicas que, em geral, não me agradam, como Demi Lovato Lady Gaga. Foi o que me fez ficar interessada e dar uma chance a gente que eu pensei que jamais daria, como Miley Cyrus Harry Styles.

Sim, vários artistas que nem são do rock, mas que foram mencionados justamente para ilustrar como o gênero me fez ter uma relação muito mais próxima com a música como um todo. E ainda tenho um longo caminho pela frente…

É por tudo isso que, hoje, resumo tudo o que quero dizer com: for those about to rock, we salut you!

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16 comentários sobre “For those about to rock: O Yellow, eu e a música

  1. Caramba, quanta coisa boa num post só! Eu comecei por Guns N’ Roses, Alice in Chains, Pantera, Nirvana, Metallica, Maiden, Ramones. (início dos anos 90, tudo influência dos meus irmãos HAHA!). Anos depois, na era violão e adolescência aprendi a apreciar MUITO Legião Urbana e suas canções.
    Mas sempre curtindo o bom e velho rock gringo.. depois por conta própria (já com a internet e a facilidade de ouvir o que eu queria) conheci à fundo e me apaixonei por Led Zeppelin, Black Sabbath, The Who, Aerosmith, Pink Floyd, Jimi Hendrix, Beatles, AC/DC, Bowie, Deep Purple, Stones, Yardbirds, Black Crowes, Velvet Revolver, Stone Temple Pilots, e afins. É difícil listar todas as bandas e cada fase que tive! Ufa.

    Até que conheci o meu marido há 8 anos atrás e ele me fez apreciar Slipknot, Audioslave, SOAD, Lamb of God, Between the Buried and Me, Rage Against the Machine, Deftones e tantas outras que eu torcia o nariz por serem bandas mais novas (preconceituosa quase nada né!). =x

    Agora tô numa vibe grunge outra vez, ou melhor.. com Spotify premium tenho ouvido muita coisa antiga que ainda não conhecia.. voltei às raízes! Acabei me apaixonando muito por Soundgarden e Temple of the Dog também, essa última que eu nem conhecia nas antigas. <3 Ser criança e adolescente sem acesso à internet eram tempos difíceis! HAHAHAH

    Enfim, que gostoso é falar de música. Amei o post.. e apesar de AMAR loucamente Wild Horses dos Stones, não acho que eles sejam melhores que os Beatles, não! <3³ HAHAHAHHAHAHAH

    Beijo! E escreva sempre sobre o Rock. Pleaaaaaaaase!
    "não deixe o rock morreeeeer, não deixe o rock acabarrrrr, o povo é feito de rock…" HAHHHAHAHAHH
    Alcione marrom amiga do Axl fuckin Rose já cantava essa canção! ;P

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    1. “Não deixe o rock morreeeer…” HAHA, adorei! Apesar de saber que não se fazem mais bandas como antigamente (e isso vale pra tanta coisa na vida, né!), sou dessas que prefere dizer que o rock não morreu e nem vai. Talvez seja só um desejo meu, mas é isso…

      Juro que quando eu escrevi sobre os Stones serem melhores do que os Beatles, eu lembrei de você! Nem sei se realmente (ainda) existe uma rixa nesse sentido, mas eu nunca escolhi um favorito pra entrar na briga. Foi natural e sincero, rs. Mas você sabe disso e eu sei da importância que os Beatles tem :)

      Sobre a lista que você fez, cara, eu deixei muuuuita coisa de fora, né! Mas nem daria para mencionar tudo, a gente tem fases. Por exemplo, acho super bacana que você tenha voltado ao grunge agora e que esteja até ouvindo coisas que não ouviu antes. É por essas e outras que a música me encanta. Nem se parassem de fazer a gente ia conseguir ouvir e se envolver com tudo de bom que existe por ai… Sempre vai ter algo “novo” e eu amo isso!

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  2. Lari, que blog mais maravilhoso! Tô apaixonada mesmo e já vou deixar um textão aqui!
    Comecei a gostar de rock bem, bem pequenininha mesmo. Me lembro de ver o vídeo de Give it Away do RHCP, quando tinha 3 anos. Não sei o que senti, mas aqueles caras prateados fazendo um “barulho engraçado” me chamaram a atenção!
    Cresci cercada pelo rock nacional e algumas bandas mais pesadas como Iron e outras dos anos 80. Um dos primeiros cds que comprei foi o Black Álbum, do Metallica (to curiosa pelo post sobre ele que vi aqui ao lado) e se tornou meu CD preferido, mas só muitos anos depois a banda veio a ser a minha preferida, aos poucos fui me tornando mais extremista e o heavy (power, black e melodic) metal era minha religião, mas as coisas mudam e minha relação com o rock atualmente é parecida com a sua. Hoje em dia (já há alguns anos, vai…) resolvi dar uma chance a outros gêneros e amo muita coisa.
    Ainda tento ir no maior número de shows possíveis, porque show pra mim é praticamente um ritual! Me sinto livre!
    Ahhh claro que não podia sair daqui sem concordar sobre os Stones e Beatles. As pessoas também te criticam por isso?
    P

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    1. Amei te ter por aqui, Evee <3
      Eu ia dizer que queria ter tido contato com o rock tão novinha quanto você, mas sabe-se lá qual teria sido minha trajetória musical, se não essa que eu descrevi no post, né!
      Eu vou a beeem menos shows do que gostaria porque BH entrou na rota dos internacionais uns anos atrás, mas nem sempre acontece e o gasto pra ir pra SP ou outra cidade às vezes não cabe no bolso… Mas, as coisas vão caminhando!
      Sobre Stones e Beatles, acho que por eu já ter feito posts legais sobre os Beatles, não tenho tanto problema, haha.
      Já ouviu Blue & Lonesome que os Stones lançaram ano passado? É sensacional. Fiquei presa nele meses, assim como estou com o Black Album agora :)

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  3. Também comecei a curtir Rock bem no começo da adolescência e principalmente através do Kiss. Hoje, dentro do cenário rebelde de ser eu curto desde Elvis Presley até Cannibal Corpse, Dimmu Borgir, Sepultura etc. Ah! Se quiser consultar, tenho até um fluxograma do Rock and Roll (https://favodefel.wordpress.com/2015/07/02/agora-e-mes-de-rock-bebe/), além de citar vários exemplos de cada gênero, incluindo o Blues (https://favodefel.wordpress.com/2015/07/06/playlist-historia-do-rock-blues/) (https://favodefel.wordpress.com/2015/07/14/playlist-historia-do-rock-rockabilly/) (https://favodefel.wordpress.com/2015/07/20/rock-classico-hard-rock-progressivo-rock-pop/) (https://favodefel.wordpress.com/2015/08/03/os-subgeneros-do-heavy-metal/)
    Espero que goste. Bjs!

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    1. Cara, que bacana! Por enquanto, eu só consegui ver o fluxograma (vou conferir os outros links ainda) e achei bem legal ver como aquilo o que eu mais gosto de ouvir deriva do rock clássico e pronto. Escuto outras coisas fora ali e aqui, mas os sons preferidos tem todos a mesma raíz (fora o Blues, que é pai da coisa toda né).
      Adorei!

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    1. HAHA, tive que ir lá rever qual foi minha última resposta porque a memória aqui não é muito boa. E essa é uma frase que eu tenho usado muito na minha vida ultimamente. Gosto da simplicidade e da força que tem :)

      Me conta o que você gosta de escutar atualmente?

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  4. Eu sou uma garota do pop, you know it very well hahaha Não que eu não tenha ouvido rock quando criança, mas aqui em casa era muito música clássica, pop rock 80s e divas do pop 90s (o que mais ouvi meus pais ouvindo quando eu era criança foram Whitney, Mariah, Celine Dion e George Michael). Então, meus primeiros contatos “espontâneos” com o rock rock mesmo aconteceram graças à finada MTV. E eu resisti bastante, pois odiava ver Cochise tomando posições de Me Against the Music no Disk MTV HAHAHAHAHAHA

    Então um dia a Christina Aguilera lançou “Fighter”, a música mais rock de toda a carreira dela, com uma letra épica, um clipe perturbador (e maravilhoso) e guitarra de Dave Navarro. E isso me abriu para melodias mais pesadas, digamos. Foi na época em que foram lançados álbuns como Meteora (LP), Audioslave, One By One (Foo Figthers), Riot Act (Pearl Jam, banda da qual amo as músicas mais tranquilas como I Am Mine e Just Breathe) e, graças a Fighter, eu acho, aos poucos fui me familiarizando com a sonoridade e apreciando aquela intensidade enérgica tão típica do rock.

    Talvez você não considere como rock, mas Evanescence foi amor imediato para mim, acredito que por fazer um rock mais melódico, com pianos e violinos em meio a baterias e guitarras. E aprecio muito o country rock HAHA E bandas como Aerosmith e Guns & Roses. Mas eu continuo não gostando de Nirvana ou Beatles. E gosto do último CD dos Rolling Stones (que eu descobri aqui). Então, obrigada por me apresentar tanta coisa do rock, pois aqui o processo é o oposto ao seu HAHAHA Por favor, continue apresentando…

    Beijos!!

    Curtido por 1 pessoa

    1. Adorei o comentário, Thaís! Nossos processos são mesmo opostos e eu acho isso tão legal.

      Sobre Evanescence, a banda entra na lista daquilo que eu classifico como “coisas que não gostamos de chamar de rock”. Mas é sim e ninguém (os outros) precisa se desgastar por isso. Eu ouvi muuuuito e cantava muuuito me sentindo a Amy Lee (desculpem, vizinhos rs).

      Ao longo de todo o tempo que você acompanha o Yellow, sempre se dispôs a conhecer as músicas que eu compartilho. E isso é foda! haha :) Acho ótimo que tenha gostado de Blue & Lonesome. É um baita álbum!

      E vou fazer o possível pra seguir te trazendo coisas legais.

      Beijo

      Curtido por 1 pessoa

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