Conhecendo: Vinyl Land

Quando fiz o post especial para o Record Store Day: Vinil ou não vinil? Eis a questão, conversamos sobre a viabilidade de se ter ou não discos de vinil hoje em dia (agradeço aos leitores que deixaram suas contribuições). A minha conclusão é de que vale a pena se: você tiver bons equipamentos – o que não sai barato; estiver ciente de que vinis não são práticos como CDs ou serviços de streaming (olá, óbvio); entender que a tecnologia da produção de vinis parou no tempo e que, hoje, pode não ser uma verdade dizer que a qualidade do som é melhor.

Por que ainda estou aqui falando de vinis? 

a) Apesar das dificuldades já apontadas, continuo encantada com os vinis e isso, muito provavelmente, se deve aos sentimentos de nostalgia que os bolachões nos trazem.

Descobri a Vinil Land Records e quis muito falar sobre ela para vocês porque é um “selo dedicado exclusivamente a lançamentos de LPs e Compactos em edições limitados de vinil”. b) E não apenas isso: se focam em álbuns nacionais, novos e clássicos. Ou seja, lá tem muita coisa que eu não estou habituada a ouvir, mas pode ser um incentivo para mim e um paraíso para os já amantes da música nacional.

Vinil Land é baseada no Brasil (Belo Horizonte) e na Inglaterra. Infelizmente, a maioria dos discos é produzida lá e a maioria dos produtos também só está à venda pelo site da loja lá na Terra da Rainha. Ainda assim, eu quis divulgar esse trabalho porque, c) além do que já foi citado, é fruto de uma paixão tão grande pelo vinil que dá, no próprio site, a seguinte recomendação:

Lojas de discos são uma espécie em extinção hoje me dia, então sugerimos que você apoie seu vendedor local e mantenha a cultura do vinil viva!

A impressão que tive é de que o site está um tanto quanto desatualizado. A parte das lojas segue legal e, pelo que conferi, os preços são interessantes. Das redes sociais, o perfil no Instagram parece ser o mais ativo. Foi de lá, inclusive, que tirei a imagem para ilustrar o post.

Por que ainda estou falando de vinis aqui² ?

Ainda em março deste ano, vi uma matéria da TMDQA informando de uma empresa que pretende lançar vinis com som em alta definição. Há outras que falam da tecnologia que pode aumentar o volume e capacidade dos discos de vinil.

Não há data certa para a concretização de nada disso. Porém, seriam novidades bastante interessantes para os fãs do vinil, resolvendo um problema da qualidade do som e também do custo de fabricação e venda. Yay!

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12 comentários sobre “Conhecendo: Vinyl Land

  1. Lari, cê acredita que temos uma vitrola em casa?!
    Meu pai é um vanguardista fã de Queen que tem todos os vinis da banda e outros hits tipo ‘The Who’ e ‘AC/DC’.
    Te confesso que eu mesma não ouço, mas ele adora..
    Pena que a loja não é em SP ):

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  2. Não me lembro se comentei na primeira postagem sobre vinil ou se só pensei num comentário e esqueci de escrever aqui (acontece e muito). Comprar um toca-discos e começar uma coleção de vinis, alimentada por sebo, é uma ideia que eu cultivo há uns bons anos, mas nunca segui com ela. Nem sei se é tanto pela qualidade superior, que a essa altura é meio que um mito mesmo, por enquanto – até esse pessoal bacana dar uma atualizada nas bolachas. É mais pelo clima, se é que dá pra entender pondo dessa forma. Como ver uma pessoa com uma xícara; não dá pra ver o conteúdo, mas é inegável que existe uma diferença de ambiente/contexto, se dentro dessa caneca tem café ou chá ou sopa instantânea. Ou, mais no contexto da sua postagem, é como a diferença entre comprar um disco com um vendedor e baixar/”streamar” na internet.
    Faz tempo, por exemplo, que não sento pra escutar um disco sem fazer nada além disso, sem me entregar 100% à música tocando. O vinil me forçaria a voltar a fazer isso. Querendo ou não, a praticidade das tecnologias nos mima demais, acho bom dar uma volta ao passado de vez em quando. Basicamente essa é minha relação, ainda inexistente, com o vinil. Vamos ver se mudo isso… Até lá, bom saber que existe essa loja.

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    1. Acho que nossa linha de pensamento é a mesma! Vinil é sentimento, né?!
      Minha coleção de vinis ainda não começou. Desanimei um bocado quando vi que as vitrolas que poderia comprar agora não me trariam um som de qualidade. Aliás, o som costuma ser bem fraco e necessitar do auxílio de caixas de som. Fora que algumas são feitas com material mais fraco e de forma tal que, com o tempo, desgastam mais os vinis (segundo o que informei). A ideia é investir num toca discos, mas essa possibilidade de novas tecnologias me fez colocar toda ideia em modo de espera… Quem sabe um futuro próximo seja um momento mais apropriado para começar essa coleção!
      Sobre as lojas, além dessa, tem outra chamada “vinil records”. Tem até mais produtos, mas destaquei essa por ter conhecido agora e pela dedicação ao nacional.

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  3. O que desanima é o preço dos vinis que são bastantes caros (Não pelo preço mas, pela quantidade de vezes que realmente iremos ouvir o vinil ou somente para colecionar…) e os equipamentos da maioria das pessoas são antigos e de má qualidade… Comprei um hidratante corporal que a embalagem é de vinil semana que vem farei uma resenha com algumas fotos.

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    1. Realmente, o custo é uma questão a se avaliar quando se pensa em vinil. Sobretudo se a ideia é só colecionar. Sei que tem muita gente que segue por esse caminho, mas confesso que acho meio estranho, principalmente no nosso mundo moderno em que o espaço ocupado pelos vinis faz diferença…
      Minha expectativa segue com as novidades que podem vir por ai!

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  4. Lari, tenho um carinho especial pelo Vinil. Não só pelo visual, mas o chiadinho do som me encanta! Tenho 2, Help! dos The Beatles e um do Engenheiros do Hawaii que não me recordo o nome do álbum. Meu toca discos é um horror, mas pretendo comprar um desses que vejo por aí, vermelhinho e que toca até pen drive, hahaha.

    Aproveito pra te convidar e passar lá no blog, pois tem uma postagem que a Bianca Carvalho disse que você ia adorar!

    Beijos.

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    1. Ah, o chiado do vinil é uma das coisas que atrai bastante gente até hoje, né?! Eu acho charmoso, nostálgico…
      Não sei qual o modelo do toca discos você tá dizendo, mas no post passado (que linkei nesse), falei um pouquinho sobre o que descobri dos equipamentos que estão no mercado. É sempre válido fazer uma boa pesquisa para pegar algo de qualidade e que não vá danificar os vinis…

      Beijoo

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  5. Amém, que mais projetos assim surjam pela frente. Na minha cidade é infinitamente difícil comprar um vinil, só pela internet. Em compensação viajei para Curitiba e lá é um verdadeiro paraíso! <3
    Tenho muito carinho pelos bolachões, amo o ritual de ouvir, pegar, ler os encartes com cheiro de coisa velha. Ano passado comprei na pré-venda americana o último álbum do Pink Floyd (através do site oficial da banda).
    Simplesmente amo, tenho uma coleção, alguns bem raros.. tenho Bob Dylan, inclusive! Quero te mandar umas fotos pelo Facebook uma horinha! Torço muito para que eles voltem de vez.

    Um beijo, Lari!

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    1. Ahh, manda as fotos sim *-* meus sonhos de ter ou não vinis vão e voltam. Mas eu me empolguei bastante com as novas possibilidades da tecnologia. Espero ter uma coleçãozinha e poder seguir esse ritual que também acho delícia!

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