Rock de BH no SuperStar

Ou, como eu preferiria dizer, rock de Hellorizonte no Superstar ;)

Uma das coisas que mais me interessam ao assistir um programa que tem o objetivo de revelar artistas/bandas brasileiras é o rock. Longe de ser novidade para quem já é assíduo aqui, esse é meu estilo favorito. E junto à tudo isso está a minha vontade de encontrar meios de me aproximar do nacional.

Então, compartilho com vocês um pouco mais de Preto MassaPowerTrip, da minha BH. Ambas escancarando a minha falha em não acompanhar mais de perto a cena independente daqui e ambas recebendo minha torcida na competição e na vida.

Preto Massa

Essa turma já se conhecia há alguns anos, de trabalhos realizados com outros artistas. Até que decidiram formar uma banda própria e lançaram seu primeiro álbum em 2013, também chamado Preto Massa. É rock, é nacional e é bom.

A minha dificuldade com o nacional acontece por diferentes razões, inclusive resistência. Preto Massa conseguiu me apresentar um som pesado, mas bem equilibrado. Não sei se entendem o que eu quero dizer com isso, mas é que não é tudo que ouço em inglês que me soa agradável em português. As bandas daqui me conquistam quando conseguem equilibrar bem o “barulho” com a voz, a melodia… É bônus quando as letras são mais do que legais, e carregam poesia e conteúdo.

Cito ainda as diferentes influências, que podem ser atribuídas àqueles trabalhos passados com nomes como Emmerson Nogueira, Pato Fu, Cidade Negra e Flávio Renegado. E não precisa conhecer o som de todo mundo nessa lista para entender que Preto Massa oferece diferentes possibilidades. Basta ouvir o álbum.

Fumaça foi a música da apresentação deles, no SuperStar, que chamou minha atenção. Obviamente, eles próprios conhecem o poder dela e entendem bem o porquê de eu te-la trazido como destaque para cá. Para não ficar  nisso, cito outras que curti: O Que A Gente VêInjuriadoRege a Vida.

Membros: Ale Massau (voz); Fabinho Ferreira (baixo); Egler Bruno (guitarra); Xande Tamietti (bateria)

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PowerTrip

A banda se oficializou em 2007, com o nome PowerTrio – foi um “incidente feliz” que levou à troca para PowerTrip. A ideia desde aquela época era apresentar releituras de bandas clássicas do rock com uma pegada eletrônica, “astralizada”. Foram se desenvolvendo, criaram uma série de melodias próprias e apresentam algo que realmente me soa único.

Certamente, o trio não é o primeiro a fazer uma mistura assim. Mas, provavelmente, é o primeiro a me levar numa viagem. Aliás, isso parece se encaixar bem ao propósito da banda, já que dizem que “Powertrip é o convite ao trajeto, ao trejeito, ao percurso e aos desatinos da estrada […] Um estrada aberta e certa para os viajantes que quiserem viajar”.

Se antes falei da minha dificuldade com o nacional, falo agora da minha dificuldade com a música eletrônica. Recentemente, essa barreira começou a ser quebrada – leiam a #YellowSounds sobre o álbum Technique, do New Order – e o PowerTrip pode estar me levando além.

A música em destaque, Nothing Is The Same, é uma das seis disponíveis no canal da banda, de uma apresentação feita no CCBB. Se não quiserem/puderem ver todos, recomendo a versão de Come Together Led Brown.

Membros: Gleison Túlio (voz, violão, teclado); Glauco (bateria acústica/eletrônica); Danilo (baixo, teclado).

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É isso, moçada! Estão “apresentadas” as bandas que estão levando o rock de Hellorizonte para todo o Brasil. Domingo tem SuperStar e boa sorte à Preto MassaPowerTrip!

Post dedicado aos amigos
do grupo do whatsapp que

acompanha o programa comigo <3

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12 comentários sobre “Rock de BH no SuperStar

  1. Bacana! não estou por dentro desses programas, então seu post foi uma ótima introdução pra mim. Essa música do Preto Massa me lembrou demais Planet Hemp.

    E da mesma forma q você tem resistência ao rock nacional e à eletrônica, eu raramente dou bola pra bandas nacionais que cantam em inglês. Até acho que o inglês tem uma sonoridade mais bonita que a da nossa lingua, mas essa troca tb afeta a conexão com o público. Ainda assim, admito q o show do PowerTrip parece ser mt bem produzido.

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    1. Interessante você ter feito essa relação com Planet Hemp, Henri. É algo que eu nunca escuto. Acho que vou precisar dar um pouquinho de atenção, ao menos para ter uma ideia melhor.

      Sobre bandas nacionais cantarem em inglês ou português, tenho uma relação interessante. Costumo achar “melhor” para o cenário quando as bandas daqui cantam em nossa língua. Até por valorização mesmo. Mas, como tenho muito essa relação com músicas em inglês (e bem menos com em português), não me sinto tão no direito, por assim dizer, de fazer essa cobrança.

      Sobre PowerTrip, é um pessoal já com um tempo de estrada e tem um integrante (ao menos, não conheço a trajetória de todos) que tem história longa em outra banda e no meio musical. Então, tendem mesmo a fazer algo bem feito.

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      1. no meu caso é uma relação um tanto ambígua. por um lado, é algo que me incomoda, mas ao mesmo tempo tenho conhecidos que compõem em inglês, e eu acho ótimo (por mais que eu preferisse que eles escrevem em português). mas no caso de desconhecidos, a minha boa vontade já não costuma ser tão grande.

        acho que tem a ver com o que você falou sobre o cenário e tudo mais. bom saber mais sore o PowerTrip, só pelo vídeo ficou evidente que eles têm uma boa experiência já. abrçs!

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