Introspecção? Coldplay faz show emocionante no Allianz Parque

Yellow Convida está de volta, com o relato de um fã sobre o show do Coldplay, em São Paulo!
A introspecção é algo comum à mim, ao Will Ferreira (autor do texto) e à banda. Mas parece que, à essa altura, Chris Martin e fãs já se sentem bem à vontade para fazer jus ao significado da palavra “show”. Concorda?

_________________________________________________________________

Sou fã do Coldplay de longa data. Não lembro ao certo qual foi a primeira vez que ouvi algo dos britânicos, mas eles me chamaram a atenção de primeira. Entre tanto mais do mesmo, tanta festa e tantas mensagens que que nortearam as músicas dos anos 2000 e poderiam ser dedicadas à milhões de pessoas, o Coldplay parece tocar músicas pra eles mesmos. Se alguém se identificar, tanto melhor; se não, eles seguem na mesma toada.

Com o tempo, eles cada vez mais ganharam seguidores. Os fãs de Coldplay, aliás, são peças únicas no mundo da música hoje em dia: eles não vão ficar falando todo o tempo da banda; mas, quando reunidos, são capazes de shows memoráveis. Um desses eventos aconteceu na última quinta-feira (07/04), no Allianz Parque, em São Paulo.

Fora eleitos, em 2011, o melhor headliner de festivais pela BBC (o que podemos considerar como a banda que faz o melhor show do mundo). A minha vontade de ver os londrinos ao vivo explodiu no mesmo ano, logo após a apresentação deles no Rock in Rio – que foi uma ótima tradução para a palavra “show”.

Ídolo de tantos tímidos mundo afora (sou um ótimo exemplo disso), o Coldplay mostrou, na mais recente apresentação em solo paulistano, a segurança que todos os introvertidos desejam ter. Logo de cara, um show pirotécnico e muita gritaria do público quando os britânicos executaram A Head Full Of Dreams, primeira canção da noite. A animação se manteve a cada início das músicas posteriores: Yellow (música para combinar com o blog, certo?), Every Teardrop Is a Waterfall e The Scientist– todas velhas conhecidas dos fãs.

Os tão comentados efeitos especiais que o Coldplay usa em suas apresentações ficaram mais intensos a partir de Paradise. A sexta canção do show (que veio depois de Birds) coloriu de lilás todo o Allianz Parque por conta das pulseiras que pulsavam na cor de acordo com o ritmo da música. O Holi, pó colorido indiano muito famoso em festas do país asiático, também apareceu algumas vezes.

O show poderia ficar em mais introspectivo (por conta da execução de Everglow, Ink, Midnight, embora muito bem palmilhadas com Magic, Clocks (e seu solo de abertura viciante e Hymn For The Weekend), mas isso foi muito bem contornado pela banda: eles executaram as canções em um palco menor, no meio do setor chamado de Pista Premium.

A atmosfera seguiu em alta quando algumas surpresas começaram a acontecer. Para homenagear David Bowie, falecido no começo de 2016, o Coldplay mandou Heroes antes do estádio explodir com a arrasa-quarteirão Viva La Vida. Depois de Adventure Of a Lifetime, talvez a maior surpresa de todo o show: sim, acredite, o Coldplay tocou Trouble – música que não cantava em show nenhum desde 2012. Tudo isso em um terceiro palco, ainda menor, mais intimista e mais próximo do público.

As surpresas não acabaram por aí! A pedido do público, os londrinos mandaram ver em Speed Of Sound. Depois de Amazing Day, todo o clima dançante da banda liderada por Chris Martin (à essa altura já descontraído como se estivesse dando uma volta em Camdem – onde passou a vida universitária – e com uma bandeira do Brasil a tiracolo) voltou com A Sky Full Of Stars. Eis que apenas se ouve o vocalista pedindo para a banda parar de tocar e chamou dois casais no palco. E, sim: dois pedidos de casamento em pleno show, obviamente aceitos e com direito a um abraço quintúplo – ou você acha que Chris Martin, quase um padrinho de cerimônia de dois casais com uma atitude só, não queria dar os parabéns aos noivos?

O encerramento (Up&Up), depois de pouco mais de duas horas de show, veio acompanhado de elogios ao Brasil e aos paulistanos. O gosto de quero mais, porém, deve ficar na boca: comenta-se que essa é a última turnê da banda – e cabe a nós torcer para que esse boato não se concretize.

Depois de assistir in loco (na cadeira superior) o show, passei a entender completamente o fato do Coldplay ser eleito o melhor show do mundo. Não basta música boa: tem que ter efeitos especiais e surpreender várias vezes o público que pagou (bem) caro por isso. No final das contas, valeu cada centavo. E eu pagaria ainda mais se soubesse o quanto eles conseguiriam me deixar em alfa durante todo o tempo em que estiveram no palco.

\o/

Quer publicar seu texto no Yellow? Me mande um recado,
pelos comentários, no email yellowevershine@gmail.com
ou na página do Facebook. Vamos conversar!

Anúncios

11 comentários sobre “Introspecção? Coldplay faz show emocionante no Allianz Parque

  1. Ler esse post me deu uma dorzinha no coração…
    Com um app dei um block em todas as mentions do show, depois de ficar acordada até as 4 da manhã de uma quinta pra sexta feira e não ter conseguido comprar ingressos pro mesmo.

    Mas é isso..
    Eu espero que eles voltem e eu possa -finalmente- vê-los ao vivo.
    Enquanto isso continuo amadurecendo a ideia de que não deu pra ir, e ainda evitando videos e muitas reportagens sobre o show.

    Curtido por 1 pessoa

  2. Que legal esse relato, ficou muito bem escrito! Deu para sentir a emoção da pessoa durante o show :)
    Não sou fã do Coldplay, gosto muito de algumas músicas, mas não o suficiente para pagar (bem) caro para ir ao show aqui do Rio, mas pelos vídeos e fotos que vi, parece ser uma experiência incrível! Essas pulseiras que mudam de cor e o pó holi devem dar todo um plus!
    Comparando ao último show que fui (Maroon 5), falo que ela e outras bandas deveriam se inspirar nos shows do Coldplay e levar uma experiência mais inesquecível ainda aos fãs :)

    Um beijo! ♥
    http://www.daniquedisse.com.br

    Curtido por 1 pessoa

    1. Ei, Dani!
      Eu achei ótimo que o Will tenha participado do Yellow Convida com esse relato porque eu mesma já não me empolgo muito com Coldplay. Sei, porém, que tem fã alucinado e merecia algo bacana aqui no blog… É sempre legal quando bandas promovem uma experiência assim para os fãs. Torço para que todos tenham chances assim!
      Beijos e obrigada pelo comentário :)

      Curtir

    1. Se tivessem passado por BH, teria feito um esforço pra ir, mesmo não sendo tão fã. O relato do Will, porém, me deixou com uma visão mais positiva do show do que eu poderia imaginar. Então, sim, também queria ter ido, haha

      Curtido por 1 pessoa

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s