The Voice Brasil, eu e a “nova voz da música brasileira”

Fala comigo, gente bonita! Sei que é sexta-feira e tá todo mundo louco para sair da frente do computador, mas, ainda assim, espero que vocês tenham um tempinho para ler este post porque, há muito, prometo falar aqui no Yellow da minha relação com o The Voice e outros shows de talento. Como a quarta edição da versão brasileira do programa começou ontem, achei super oportuno falar disso aqui hoje.

lulu gifNão acompanhei nenhum The Voice até o final. Nem da gringa e nem daqui. Sempre preferi outros que não possuem adaptações no Brasil, como o The X Factor. Ainda assim, sigo com um ouvido cá outro lá, e vivendo uma relação dual com esse tipo de programa.

Sempre curti ver (e ouvir) as pessoas cantando e acho que, para muitos, o programa é a porta de entrada que vai dar outro rumo para a vida. Por outro lado, acho triste que muita gente só tenha essa opção concreta, que bandas de garagem quase não apareçam mais e, mais importante, que somente a minoria da minoria que passa por ali ganha algum destaque.

Nunca senti, ao assistir a versão nacional, que ali se tinha um objetivo real de revelar a nova voz da música brasileira. Até aqui, venceram Ellen Oléria, Sam Alves e Danilo Reis & Rafael. Para dizer melhor, talvez a intenção até exista, mas sabendo que muito provavelmente ela não irá se concretizar.

Viver de música sempre foi difícil em qualquer lugar do mundo. No Brasil, a música gringa tem um baita espaço. Talvez por isso – e por suas vivências fora do país, Sam cante tanto em inglês. Também temos alguns gêneros dominantes como o sertanejo universitário e o funk. São artistas desses estilos que movimentam o mercado, acredito. Aparecem, ganham 15 minutos de fama e desaparecem. Talvez, tenha sido esse um dos fatores a levar Danilo Reis & Rafael a vencerem o The Voice Brasil III.

De todos os vencedores, Ellen é minha favorita e ela é exemplo de como bons artistas se perdem em algum dos universos paralelos da música. Hoje, é bem mais difícil se tornar sucesso nacional – ou ao menos ser conhecido em todo o território – se compararmos com a realidade de dez, quinze anos atrás. E é encarando esse novo cenário que programas como o The Voice Brasil enfrentam e perdem o desafio de apresentar a nova voz da música brasileira.

Na gringa, a situação não me parece assim tãaaao diferente. Alguns conseguem sucesso sim, mas, num geral, são grupos ou artistas teen pop (esqueci alguém?). Ou seja, também são reféns de um gênero musical muitas vezes atrelado aos 15 minutinhos de fama.

É legal destacar que, tanto lá quanto aqui, dois artistas que não venceram alcançaram o sucesso: Thiaguinho que participou do Fama, foi vocalista do Exaltasamba; e Adam Lambert, que participou do American Idol, se tornou vocalista da banda Queen.

[youtube https://youtu.be/BwrmqRw0d48?t=19s/]

Seguirei mais essa edição, com um ouvido cá e outro lá, torcendo para que dessa vez seja diferente. Que o talento encontre condições favoráveis de crescer e se tornar uma voz mais conhecida na nossa terrinha!

Sobre eu nunca ter assistido a um The Voice completo: as edições da gringa eu acabei não conseguindo acompanhar, por um motivo ou outro. As nacionais eu optei por não acompanhar por preguiça do drama dos jurados. Sorry not sorry. Vejamos até quando assistirei essa edição!

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6 comentários sobre “The Voice Brasil, eu e a “nova voz da música brasileira”

  1. Eu adoro programas de música e gosto de ver as pessoas cantando! Acho lindo e sempre me bate uma invejinha haha ;”)
    Eu gosto bastante do the voice brasil, apesar de achar um pouco forçado! Mas gosto de ver a potencia brasileira em musicas!
    Beijo Lari, e espero que curta o desse ano!
    :*

    Curtido por 1 pessoa

  2. Lari,
    sou viciada nas versões gringas (USA, UK, Australia), mas inevitavelmente, mesmo lá, o sucesso realmente depende de muito mais do que apenas vencer.
    Acho que se a famosa ‘estrela brilhar’, não adianta outra pessoa vencer, quem vai fazer sucesso é essa pessoa..
    Adoro pela competição, sabe? Ver um pouco mais dos coaches, ouvir versões inéditas (e que as vezes ficam melhores que as originais), descobrir novos talentos (que tenham a ver com o que eu curto ouvir).. enfim.. Sou fã de realities e os de música me prendem mesmo!
    Bejios

    Curtido por 1 pessoa

  3. Também nunca acompanhei, mas acho que é mais por não ter o hábito de assistir TV mesmo. Acho muito legal a proposta do The Voice Brasil, mas como tu disse, o drama dos jurados é meio chato. Ah, e não sabia que o Thiaguinho tinha surgido por meio do Fama. :) Beijão!

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