Genesis

Foi ainda no ano passado que eu soube que Genesis, do fotógrafo mineiro Sebastião Salgado, viria para Belo Horizonte em junho de 2014. Foi uma das poucas coisas que me deixou ansiosa por taaaaaanto tempo. Na última sexta-feira, fui lá no Palácio das Artes para finalmente ver as 250 fotos que foram tiradas entre 2004 e 2012. A exposição fica em BH até 24 de agosto e a entrada é gratuita.

Genesis é uma jornada em busca do planeta como existiu, desde sua formação e em sua evolução, antes que  a vida moderna se acelerasse e nos afastasse do núcleo essencial. É uma busca das paisagens terresres e aquáticas até hoje intocadas; uma viagem em direção aos animais e grupos humanos que conseguiram escapar das transformações impostas pelo mundo contemporâneo. E Genesis comprova que o nosso planeta ainda abriga vastas e remotas regiões onde a natureza reina em imaculada e silenciosa majestade[…]

No Palácio das Artes - Foto: Reprodução/Facebook Sebastião Salgado
No Palácio das Artes – Foto: Reprodução/Facebook Sebastião Salgado

São muuuuitas fotos e a maioria das pessoas que entrou na exposição depois de mim, saiu antes. Fiz questão de ver cada foto, uma a uma, lendo as informações e analisando os detalhes e devo ter gasto quase duas horas (!). Acho a proposta do projeto incrível. 2004 foi ontem e Salgado traz para gente um mundo que parece extremamente distante, mas que está aqui do lado. Lugares ‘imaculados’, povos cuja cultura nem de longe se assemelha à nossa e que estão aqui, no nosso país, em países vizinhos e em outras partes do mundo que, como bem sabemos, não estão mais tão distantes quanto estavam no passado.

Quero dizer, a globalização e os avanços tecnológicos quebram as barreiras do tempo e do espaço, mas as fotografias de Genesis mostram que existem lugares e sociedades que resistem à qualquer interferência. Sobrevivem em toda sua beleza e precisam ser preservadas.

As fotos da natureza nos extremos do planeta são simplesmente maravilhosas. Animais selvagens, espelhos d’água… A exposição é dividida em cinco partes (e você pode seguir as cores das paredes para acompanhar cada uma delas, ou escolher ver em ordem livre). Planeta Sul, Santuários, Amazônia e Pantanal e África são minhas preferidas em função das paisagens, dos animais selvagens e, sobretudo, dos povos. O projeto ainda traz o Terras do Norte com EUA, Canadá e Rússia.

Foto: Reprodução/Facebook
Foto: Reprodução/Facebook

No que diz respeito aos povos, acho incrível pensar que vivemos todos no mesmo planeta. Sabemos pouco sobre eles e eles sabem pouco sobre nós. Temos semelhanças, mas são nossas diferenças que me fizeram refletir sobre o quão bonita a vida é :) Se você acompanhar a exposição com atenção, vai poder analisar as diferenças físicas dos povos, de acordo com o lugar do planeta em que vivem. Vai poder analisar as adaptações em função do seu estilo de vida. Claro, é possível analisar a natureza nesse sentido também, mas acho mais interessante poder tentar confrontar a minha realidade com a desses outros povos.

Foto: Reprodução/Site da Vale
Foto: Reprodução/Site da Vale

Obs: Reparem que as fotos acima são de 2008! Nas duas primeiras, os homens estão caracterizados para o festival singsing no Planalto Ocidental. Na terceira, a produção das vestimentas masculinas, feitas a partir da casca de uma árvore.

Não é permitido fotografar (e nem falar ao celular) dentro da sala de exposição. Por isso, retirei todas as fotos para o post da internet. Genesis é apresentado pelo Ministério da Cultura e pela Vale e tem curadoria de Lélia Wanick Salgado.

Se você não pode ir ao Palácio das Artes, pode acessar a Exposição Virtual no site da Vale para ter um gostinho. Mas, vale a pena o esforço! Se você for, aconselho que vá com tempo e disposição para apreciar tudo com a devida tranquilidade. Todas as imagens estão em preto e branco o que, a meu ver, deixa tudo mais interessante!

#FicaDica e espero que gostem!

Facebook Sebastião Salgado – Gênesis |   Site da Vale  |   Site do Instituto Terra*

* O Instituto Terra é outro projeto paralelo responsável pelo reflorestamento de uma área de mata Amazônica que acontece desde 2001.

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